sexta-feira, 20 de abril de 2018

Nosso primeiro curso de adoção

Olá vizinh@s cosmopolitas, tudo bem com vocês? Espero que sim. Hoje ganhei essa folga e quero aproveitar para compartilhar tudo que aprendemos no nosso curso sobre adoção, promovido pela Comarca de Parnamirim-RN. O curso aconteceu dia 14 de março desse ano e só hoje tenho um tempinho extra para falar sobre ele.
Inicialmente quero falar das emoções que me rondavam naquela manhã. A ansiedade estava em alta e a euforia me deixou em um estado de muita sensibilidade, porém também de muita atenção, o que me ajudou a registrar com cuidado o que foi dito pela Promotora, pela Juíza, pelas Assistentes sociais e Psicóloga. Vou omitir os nomes pessoais, pois não pedi autorização para citá-las, combinado assim?

O grupo reunia quase 30 adotantes, a maioria já na fila de espera há mais de 2 anos e todos com o perfil de bebês ou crianças. A primeira fala foi da Promotora, que nos apresentou o termo responsabilidade parental e nos explicou que atualmente 65% das crianças que estão disponíveis para adoção possuem irmãos, enquanto 65% dos adotantes querem apenas uma criança. Logo, percebe-se que a conta não fecha. Eu e meu marido inclusive declaramos no nosso primeiro perfil que queríamos apenas uma menina. A fala da Promotora nos deixou bem sensibilizados com a possibilidade de mudar o nosso perfil, mas seguimos participando do curso. Como sugestão, ela nos deixou a dica de procurar o pensamento da pediatra e psicanalista Françoise Dolton nos seus estudos sobre os problemas das crianças e adolescentes.


Em seguida, recebemos a Juíza da Vara da Infância, Juventude e idosos da Comarca de Parnamirim-RN e ela nos fez refletir imensamente sobre o que de fato é adoção. Inicialmente, ela nos explicou que a adoção é um vínculo legal, no qual o laço afetivo assume o lugar do laço biológico, ou seja, o vínculo que se estabelece é afetivo para criar uma nova filiação no lugar do vínculo hereditário. Logo em seguida, ela nos esclareceu que existem 3 tipos de famílias: a família natural (biológica), a família extensa (parentes) e a família substituta (adotiva). Segundo a Juíza, com a adoção, os laços naturais são rompidos, para a defesa da nova família e dos novos vínculos. Sendo assim, a criança ou jovem é inserida em um novo núcleo familiar, o que lhe é um direito.


Após esse esclarecimento, ela passou a desmistificar o perfil que os adotantes selecionam e a limitação etária. O tempo da demora na fila depende do perfil selecionado pelos adotantes, sendo maior quanto menor for a criança (0-3 anos). Em si, o processo de destituição da família natural ou extensa é demorado, levando 90 dias no mínimo e 180 dias no máximo a partir da nova Lei da adoção nº 13.509/2017. Porém, as adoções ilegais, também chamadas de "adoção à brasileira", dificultam mais ainda o encaminhamento das crianças para abrigos monitorados pelas Varas de Infância, o que acarreta prejuízos para todos os interessados no bem estar das crianças e adolescentes.

Com a nova Lei, surge muitas mudanças positivas, mas que ainda não foram implementadas na sua totalidade pela carência de pessoal qualificado para as atividades. Um esclarecimento importante foi sobre as famílias adotantes que devolvem as crianças e jovens após o processo da adoção. A Juíza nos garantiu que essas pessoas são excluídos do cadastro nacional de adoção após análise da situação. Na nova Lei, a prioridade no Cadastro é para quem pretenda adotar crianças ou adolescentes com doenças crônicas, deficiências, necessidades especiais, e grupos de irmãos, para que se procure manter as relações entre o grupo, priorizando dessa forma o interesse da criança.

De tudo o que foi dito, uma das frases que mais me deixou bem pensativa foi:" A adoção é vínculo de amor, de afetividade e desprendimento". Três compromissos muito sérios que devem ser levados em conta, antes do ato da adoção.

O curso foi muito positivo, pois muitas dúvidas foram esclarecidas, o que vai ficar para um outro post. Eu e meu marido decidimos alterar nosso perfil. No primeiro ano desejamos uma menina de 0 até 1 ano e meio. No segundo ano alteramos para uma menina de 0 até 3 anos e em 2018, após o curso, adequamos o perfil para duas meninas com idades de 0 até 6 anos de idade.
A Vara nos informou que havia 37 meninas dentro de nosso perfil espalhadas em vários estados brasileiros. Como isso foi quase 30 dias atrás, vamos continuar aguardando e rezando para que ela ou elas cheguem o mais rápido possível para abençoar mais ainda a nossa família.
The Indian Association Promotion Of Adoption & Child Welfare: Mother & Child

Um forte abraço para todos e todas e nos sigam no Instagram, @blogterapiadacasa


domingo, 15 de abril de 2018

As terapias do biomagnetismo e da bioenergética

Olá vizinh@s cosmopolitas, quanto tempo distante!
Dessa vez, estive me readaptando para a rotina de trabalho em 4 escolas públicas, em dois municípios diferentes e em 8 níveis distintos, com 8 livros didáticos diferentes também, então, me desculpem pelo sumiço.
Justificativa dada, vamos para as novidades boas. Em janeiro de 2018 resolvi investir um tempo em meu bem estar físico e emocional e seguindo a sugestão de uma amiga, comecei sessões de terapias de biomagnetismo e bioenergética. Ela já havia me dito das mudanças que obteve fazendo as sessões com uma terapeuta em Natal-RN, mas vocês sabem que algumas pessoas são ainda como são Tomé, só acreditam vendo, e eu sou um pouco assim. Então, aproveitei as férias de janeiro e agendei minha primeira sessão.
Antes de falar de meu processo de descoberta, quero falar que pesquisei bastante antes de me decidir pela terapia integrativa e fiquei feliz ao saber que os resultados são reconhecidos por importantes entidades. 
Mas o que aprendi sobre biomagnetismo? É uma terapia alternativa que se utiliza de imãs para reequilibrar nosso PH interno e assim, restabelecer o equilíbrio bioenergético de nosso organismo, nos dando saúde em sua totalidade. 
http://www.acuariusyoga.cl/terapia/biomagnetismo/



Na minha primeira sessão, sentei numa cadeira confortável e a terapeuta me pediu para eu lhe falar sobre as minhas queixas físicas. Falei então de uma asma que me acompanhava desde a idade de 1 ano de idade e de problemas como renite, alergias e sinusite.  A partir daí tivemos uma longa conversa sobre a origem emocional dos males físicos e se eu lembrava ou sabia do gatilho de minha asma, foi quando disse que meu primeiro episódio tinha sido no dia que minha mãe saiu para a maternidade para ter meu irmão. Pronto, estabelecemos a origem emocional de uma doença que sempre me acompanhou, mas que só me atingia em situações emocionais aflitivas. Partimos então para o tratamento com os imãs, enquanto eu estava deitada numa maca confortável, ela consultava meu corpo e descobria quais órgãos ou emoções precisavam ser trabalhadas naquela sessão. A partir daí percebi que os imãs fariam muito mais do que reequilibrar minha saúde, ali eu estaria tratando de minhas emoções, presas ou adormecidas em meu subconsciente e inconsciente e que precisavam ser acionadas para eu aprender a me curar.
Deixei a primeira sessão com uma sensação de leveza física e emocional e me preparei para as sessões seguintes na certeza que iria seguir um roteiro, mas fui surpreendida por novas revelações sobre mim.
O que aprendi então nos últimos três meses? Que a forma como reagimos aos fatos que acontecem em nossas vidas cria uma memória em nosso organismo que pode nos desorganizar emocionalmente e fisicamente. Claro que muito já se tem falado disso, principalmente do quanto a desordem que nos queixamos tem relação com a nossa participação nos eventos cotidianos, mas, eu não imaginava que pequenas mágoas, decepções e frustrações pudessem interferir tanto em nossa harmonia interior. Agora eu sei e decido como reagir da melhor maneira possível aos problemas e desarranjos de outras pessoas.
A terapia me ajudou a ter mais consciência sobre meus processos mentais e relacionamentos com a família, amigos e com o meu passado. Sinto grande gratidão pelas 4 sessões que pude participar nesses últimos 3 meses e entendo que desenvolvi um interesse especial por cuidar mais de mim do que dos outros e de que preciso manter minha atenção plena naquilo que coloco a minha energia e meu querer. Afinal, a frase abaixo muito diz sobre minha nova jornada:
Quem quiser saber mais sobre essa minha nova jornada, deixa aqui nos comentários que eu posso fazer um novo post falando das sessões seguintes e o que aprendi em cada uma delas. Também posso deixar o contato do  espaço que me recebe e me ajuda a curar-me a alma e o corpo.
Um abraço cheio de luz e até loguinho:
Andreia Regina
  

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Faxina com Hilda na metade do tempo.

Olá queridos e queridas, tudo bem? Espero que sim e que a primeira semana de fevereiro esteja sendo bem generosa com todos e todas.
Para nós começou com a casa no caos de sempre e sem a nossa diarista. Como estou trabalhando apenas metade do expediente e na próxima semana já tem feriado de carnaval, montei hoje uma estratégia para dar conta da limpeza e organização enquanto minha faxineira não retorna.

Pin up Hilda, ícone plus size dos anos 50 e 60.

Quem está chegando no blog hoje, deve saber que tenho problemas na coluna que me impedem de fazer serviços mais pesados, como varrer, passar o pano, faxinar o teto, mas não pensem que não faço, faço e depois corro para o Cataflan em gel ou aerossol, risos.
E como comecei então esse trabalho? Primeiro, partir do fato de que minha diarista Andreia, como eu, leva oito horas para limpar e organizar uma sala integrada (home office, sala de visita e sala de jantar), 2 quartos, suíte, banheiro social, cozinha e área de serviço. Na parte externa da casa, ela limpa apenas a garagem, nós nos revezamos para cuidar dos 2 jardins e da área da frente. 
Porém, eu não tenho oito horas disponíveis para fazer uma faxina, como a maioria de vocês, então optei por dividir as oito horas em dois turnos de faxina, hoje e amanhã.
E por onde comecei? Fazendo uma lista de todas as tarefas, logo após o café da manhã. Em seguida defini que começaria a faxina às 8h da manhã e que ela precisava ser encerrada às 12h, ou seja, quatro horas de trabalho. Após a  LISTA, juntei meus materiais de limpeza e parti para a batalha com minha arma embaixo do braço: a vassoura.

Hilda, a linda pin up de Duane Bryers.

 Como fiz a lista? Escrevi os 8 cômodos principais da casa e em seguida, coloquei ao lado o que deveria ser feito. Quando podia, riscava uma tarefa realizada e partia para a próxima. A lista ficou assim:
1- Suíte: recolher a roupa suja, remover o lixo, limpar bancada com Multiuso, lavar sanitário com desinfetante e água sanitária, passar o pano no chão com desinfetante, limpar vidros do box com Cif, remover o lixo e colocar novo saco na lixeira.
Tirar as roupas de cama sujas, limpar a penteadeira e mesa de cabeceira com pano limpo, guardar sapatos, chinelos e bolsas, colocar lençol, colcha e fronhas limpas, varrer o quarto.
2- Quarto dos meninos: colocar brinquedos no lugar, tirar lençol sujo, varrer.
3- Quarto das futuras meninas: espanar e varrer.
4- Banheiro social:  recolher a roupa suja, remover o lixo, limpar bancada com Multiuso, lavar sanitário com desinfetante e água sanitária, passar o pano no chão com desinfetante, limpar vidros do box com Cif, remover o lixo e colocar novo saco na lixeira.
5- Sala integrada: organizar os objetos no lugar com ajuda do cesto, espanar móveis, tirar as capas das almofadas e mantas do sofá, limpar a mesa da sala de jantar com um pano embebido em álcool, varrer.
Hilda sendo mais esperta do que eu.
6- Cozinha: limpar e organizar bancada de mármore, varrer, passar o pano com desinfetante e água sanitária, guardar a louça limpa, preparar o frango no forno.
Serviços para amanhã:
7- Área de serviço: colocar a roupa para lavar, organizar as prateleiras, varrer o piso, separar itens para doação.
8- Garagem: varrer o piso e passar o pano com desinfetante e água sanitária.

Primeiro, quero chamar atenção de vocês para meus 5 materiais de limpeza que uso:
1- Desinfetante.
2- Multiuso.
3- Limpa vidros.
4- Água sanitária.
5- Álcool.

Ou seja, não precisamos de todos aqueles produtos milagrosos que prometem demais e fazem de menos. Então, fiquem atentos a comprar materiais que limpem mais áreas, sendo assim mais eficientes na hora da limpeza. Outra dica sobre os materiais de limpeza, aplique ele sobre as áreas sujas e espere eles fazerem parte do serviço. Por exemplo, eu aplico o Cif nos vidros e depois de 15 minutos limpo utilizando um pano seco. Também faço o mesmo com o piso da área de banho e dentro do sanitário.
Usar roupas confortáveis para a limpeza, risos.
Fiz a limpeza seguindo a ordem que coloquei acima, mas sem fazer pausas para distrações, Procurei ser profissional no serviço e manter o ritmo, mesmo quando a coluna reclamava. Limpei 6 ambientes em 3 horas, e na hora extra preparei o almoço, separei as roupas que lavo em casa das roupas que vão para a lavanderia.
Não falei sobre lavar a louça, não foi? O motivo é bem simples, pedi ao meu marido para lavar assim que ele chegou do trabalho na escola. Como teve apenas duas horas de aula, chegou bem antes e já adiantou esse serviço para mim. Na sua casa é essencial dividir tarefas com todos, inclusive com as crianças. Eu não organizei o quarto de meu enteado, ele fez isso sozinho, meu trabalho foi apenas varrer o piso.
Mas sem dramas na hora de cozinhar para a família.

Depois almocei com o meu amor-marido e meu enteado-filhote Iram. Para amanhã, vou passar o pano no piso da casa inteira, lavar e estender roupas e cuidar da garagem e área de serviço. Acredito que se mantiver essa organização e ritmo, farei tudo amanhã em 2 horas. Ou seja, terei o saldo de 2 horas para usar da melhor forma possível: lendo.

Fazer uma atividade leve e divertida após a faxina não tem preço.
E o que farei no final de semana? Vou aproveitar o feriadão de carnaval para caminhar na praia e ser mais feliz, inspirada nessa ruivinha de 60 anos de idade, Hilda, que tanto me inspirou hoje.
Bom trabalho, boa faxina e lembrem, dividir a limpeza da casa para conquistar a organização.
Um beijo e até loguinho:
Andreia Regina 


terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Planner para planejar 2018

Olá gente, tudo bem?
Espero que estejam ótimos e ótimas. Já no fim das férias, mas cheios de espírito de renovação para encarar 2018 com uma atitude diferente, afinal, aquilo que não podemos mudar no país, vamos mudar dentro de nós.


Eu falei para vocês na última postagem que tomei como resolução melhorar a minha relação com meu tempo livre, reduzindo o tempo gasto nas redes sociais de forma inútil, como jogos que nos aprisionam em missões, como o The Sim's para mobile e parar de ver tantas fotos no meu perfil pessoal do Instagram. Mas outra mudança que me coloquei foi abandonar a agenda e investir em um Planner.
A escolha foi motivada pela experiência de 2017, terminei o ano com a agenda parcialmente vazia e com um bloco de anotações lotado. Ou seja, ter um lugar apenas para anotar compromissos não me ajudou muito. 
Então fui buscar um planner na livraria mais próxima e fiquei impressionada com o preço: R$ 98,00 [FORA DA REALIDADE].
Em seguida fui ver blogueiras e vlogueiras ensinando a fazer planners a partir de cadernos e gostei da ideia, mas precisaria de um tempinho para personalizar o meu, daí veio a ideia de procurar um planner para impressão já pronto e me deparei com o site www.queseame.com da carioca Bruna Santos e descobri que ela disponibilizou uma versão para impressão totalmente grátis e outra versão mais completa para quem quisesse investir. Baixei a primeira versão e em alguns dias já estava apaixonada pela ideia, fazendo o investimento e adquirindo o meu, de forma super fácil no site.
E como montei meu planner 2018? fiz a impressão em casa das sessões e páginas que iria usar para o mês de janeiro. Em seguida, comprei uma pasta de papelão, colei um poster na frente e organizei as folhas do planner de acordo com as sessões.
Disponível em: www.queseame.com



Preferi elaborar de acordo com meus gostos e com a minha estética, mas o planner já é lindo e dependendo se você vai encadernar ou usar uma pasta para arquivo para colocar ele, já vai ficar bacana ter algo para registrar seus livros, seus filmes, seus planos de estudo, a organização daquela viagem, o orçamento, compromissos, seus contatos, suas anotações, seus médicos, seus hábitos e a frequência deles e outras sessões que vocês podem conhecer acessando o site da Bruna Santos.
Como janeiro estou em férias total, utilizei algumas sessões mais do que outras, mas assim que o ano começar depois do carnaval, mostro para vocês como ficou.
Agora é tornar o planejamento um hábito até que vire um costume e me ajude a melhorar a minha organização e relação com o tempo.

Espero que esse ano seja mais produtivo para todos e todas nós.
Um beijo e ótimo restinho de janeiro:
Andreia Regina

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Ano novo, novas resoluções

Olá pessoal, tudo bom?
Como foi a virada de ano novo para vocês?
Espero que tenha sido tranquila e baseada em novas decisões e grandes resoluções, afinal, um ano novo para ser inteiramente novo necessita de promessas, juras e grandes comprometimentos de mudanças. Mas se a gente parar para analisar o que prometeu para 2017, será que cumprimos tudo?
Eu prometi ler mais romances e ficção científica, mas permaneci mergulhadas nos livros de História, Pedagogia, Sociologia e Psicologia. Porém, mantive a promessa de me manter fora do Facebook através de um perfil pessoal e foram  365 dias de "liberdade".
A palavra "liberdade" ganhou aspas porque encontrei novos carcereiros para meu escasso tempo: o Instagram, a maior rede social de compartilhamento de imagens e o jogo para tablets e smartphone, The Sims freeplay. O jogo é uma grande franquia da EA e sou jogadora do game para PC desde 2012, quando encontrei nele uma válvula para os momentos chatos da escrita da tese de doutorado. Mas o Instagram? O que tem de errado nele? Nada demais, apenas uma leve compulsão para checar as atualizações a cada meia hora e a preocupação em produzir imagens, histórias, ou stories todos os dias.
E quando veio a percepção que eu estava me mantendo refém deles? exatamente na semana de Natal. Eu estava participando do desafio do Natal no jogo The Sims freeplay para conquistar um chalé com tema natalino. Foram 11 dias me dedicando a cumprir com as tarefas e desafios, inclusive levando o tablet na bolsa para na hora do almoço, atender o jogo. No dia 24 de dezembro, quando faltavam apenas algumas horas para conquistar o prêmio principal, o jogo passou por uma atualização e aí percebi que ele não estava conectado no meu perfil de jogadora no Facebook. Todo o progresso de 11 semanas de jogo havia sido perdido, inclusive o trabalho e tempo nos últimos 11 dias de dezembro. Fiquei desolada inicialmente e depois chocada com minha tristeza, afinal era só um jogo, mas eu havia colocado energia, tempo e isso era o que naquele momento me aborrecia. Foi nessa hora que percebi que o problema não estava no jogo e sim na jogadora e deletei o jogo naquele minuto.
Passei uma semana inteira reelaborando aquilo na minha mente de forma que no quinto dia após ter deletado o jogo, pensei em reinstalar e retomar minhas conquistas. Mas aí veio a semana do Natal e isso mexeu muito comigo, principalmente por ter que organizar a ceia das famílias minha e do meu esposo e está muito preocupada em checar as atualizações no Instagram. Tenho perfil na rede social desde 2012, quando voltei de viagem de Minas Gerais e resolvi compartilhar alguns momentos das cidades históricas que conhecemos. Mas nunca eu havia passado tanto tempo olhando as atualizações, stories e curtindo sem ao menos refletir se aquela era uma boa foto, um bom momento para se compartilhar ou até mesmo que não estava fazendo aquilo por uma espécie de pena. E aí esse episódio da série da Netflix Black Mirror me veio a mente: Nosedive.


A arte do artista plástico Butcher Billy ilustra um dos episódios da Série Black Mirror que mais representa nossa obsessão pelas redes sociais. A reflexão aqui é a mesma apresentada no episódio: quanto do que postamos é sobre o que vivemos e quanto é sobre o que idealizamos da vida? quantas vezes mostramos algo que de fato não sentimos? um presente que não gostamos? um livro que não lemos? uma roupa que colocamos junto com um sorriso forçado apenas para fazer uma selfie?




É tempo de interromper essa queda livre nas redes sociais e tirar férias delas para viver as coisas simples da vida. Minha resolução de ano novo é reduzir as postagens no IG, me manter longe do The Sims Freeplay e checar menos as mensagens do WhatsApp. Afinal, se alguém tem uma real necessidade de lhe comunicar algo útil, bom e agradável, isso vai chegar até você. Para quem é fã da Série, ótimos posters nesse site:https://www.behance.net/gallery/45410423/Black-Mirror-Minimalist-Posters

Boas férias e um ótimo 2018 de maior imersão nas coisas que possuem um verdadeiro sentido para nossas vidas.
Feliz 2018 e que possamos continuar por aqui, compartilhando aquilo que é bom, bonito e nos eleva para o bem.
Beijos:
Andreia Regina

domingo, 24 de dezembro de 2017

A missão do homem de bem


            Chegou o Natal e como todos os anos, as pessoas se enchem do desejo de festejar e presentear aos que querem bem, mas quantos se lembram de serem presença benéfica o ano todo? Quantos lembram que antes de comemorar o Natal é preciso celebrar o nascimento do nosso modelo maior, nos apresentado pelo Cristo? Vive-se a corrida aos shoppings em busca dos presentes ideais, mas falta uma outra procura, que são dos sentimentos e virtudes que nos tornem pessoas de bem não apenas na noite de Natal, mas durante todas as noites de nossas existências, pois estamos aqui em uma missão de transformação moral.

            A generosidade é louvável nessa época, mas ela é vazia de sentido se não estiver revestida da caridade e abnegação desinteressada. O final do ano é a época ideal para se fazer um balanço geral sobre como anda nossa vida, mas acima de tudo, para estudar nossas próprias fraquezas e imperfeições e descobrir como podemos ser melhores na missão que nos foi dada: ser homens e mulheres de bem.

            Na obra O que é o espiritismo, Kardec compartilha o conhecimento da Lei divina de que precisamos desenvolver qualidades morais e intelectuais para assim agirmos no caminho do bem (KARDEC, 2009, p.158). Ora, sabe-se que o caminho do bem passa pela caridade, que é o exercício de todas as outras virtudes necessárias para cada espírito encarnado evoluir moralmente e auxiliar os irmãos de caminhada no seu progresso.

            E como podemos realizar nossa missão no bem? Através do amor e do perdão, fazendo tudo de bom e útil que nos for possível, mantendo a fé em Deus e na sua infinita misericórdia e sabedoria.  A aceitação das provas e expiações sem queixas e murmúrios é outra tarefa que nos auxilia em nossa missão, tendo em vista que assim compreendemos que cada obstáculo que se coloca em nosso caminho é oportunidade de correção do curso de uma existência anterior e assim, retomar nossa jornada rumo à Pátria espiritual.

            Mesmo diante dos infortúnios, entender que fazer o bem pelo bem é nossa obrigação, deixando de lado a vaidade, o orgulho, a inveja e a avareza, sendo indulgentes com as fraquezas alheias e praticando o altruísmo na perspectiva que: “O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus”. (KARDEC, 2013, p.233)

            O espírito Emmanuel, em página inspiradora nos fala da necessidade do bem, nos lembrando que: “Nunca é demais repetir a necessidade de perdão, bondade e otimismo, em nossas fileiras e atividades”. (EMMANUEL, 2013. p.369)

            É o bem que nos conduz para o Alto, somente ele é a centelha de perfeição que o Pai Celestial nos dotou para que possamos ser bons, justos, fraternos e assim evitar o mal, pois o homem e a mulher de bem: “Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado”. (KARDEC, 2013, p.233).
Natividade, afresco do pintor italiano Giotto.


            A missão do bem nos aproxima de Jesus Cristo que a cada ano renasce em nossos corações e mentes nos pedindo para praticar sua Lei de Amor e caridade, pois: “A caridade é a lei suprema do Cristo: Amai-vos uns aos outros como irmãos; amai vosso próximo como a vós mesmos; perdoai os vossos inimigos; não façais a outrem o que não gostaríeis que vos fizesseis. Tudo isso se resume na palavra caridade. (KARDEC, 2009, p.165).

EMMANUEL. Fonte Viva. Brasília: FEB, 2013. Psicografado por Francisco Cândido Xavier.

KARDEC, Allan. O que é o espiritismo. 74 ed. Araras, SP: Ide, 2009.

KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. 131 ed. Brasília: FEB, 2013.


Artigo publicado no jornal da Seara Espírita Francisco de Assis, Parnamirim-RN Dez/2017


quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Pais, limitem os eletrônicos na vida de seus filhos

Olá gente, tudo bem? Por aqui as coisas começam a ganhar novos ares e depois explico melhor, mas hoje quero conversar sobre uma dificuldade que estou vivendo aqui com o enteado-filhote e que deve ser a de vocês também.
Como vocês sabem, leio e pesquiso sobre cibercultura faz uns anos e sempre acreditei no potencial pedagógico das novas mídias, principalmente quando elas são utilizadas para dar aquela força na lição, auxiliar na coleta de dados, ou entreter com algum bom documentário ou jogo educativo, entretanto, na maior parte do tempo, elas são usadas exclusivamente para jogos e redes sociais.
O meu enteado-filhote tem hoje 9 anos, e desde antes dos dois anos que temos a guarda compartilhada dele (e a guarda das responsabilidades e compromissos financeiros). Então, sempre procurei ser protagonista na educação e criação dele com meu marido e temos tido algum sucesso, principalmente na escola, onde somos queridos e elogiados por nossas orientações acertadas na vida dele.
Pois bem, alguns dias atrás percebi ele muito ansioso para ficar no computador e jogar Roblox (que eu mesma indiquei para ele), porém, o apelo do jogo em trazer os super heróis em gráficos parecidos com Minecraft tem deixado ele ansioso demais, o que me chamou atenção. 
Assim, resolvi limitar o uso de eletrônicos por 4 horas ao dia. O que é equivalente ao tempo que ele fica na escola. A reação dele foi bem chata, reclamou do limite e que precisa ficar mais tempo jogando.
Regra mantida, fomos para o dia 2 e aí veio a surpresa, o garotinho ficou até 22h no computador jogando Roblox e depois que falamos que estava na hora de desligar, perguntou se podia usar o celular e quando dissemos não, ouvimos ele choramingar no quarto.

Hoje, dia 3, meu enteado-filhote acordou antes das 6 da manhã e ficou sentado no hall esperando alguém para pedir permissão para usar o computador ou Netflix na TV. Mais uma vez fui incisiva em dizer que o combinado são quatro horas de eletrônicos diárias e que ele só usaria qualquer mídia após brincar com seus bonecos e brinquedos. Mais choramingos na cama e uma hora depois ele retorna com a previsão que poderá usar por duas horas na manhã e mais duas horas pela noite.
Ufa, parecia que estava sendo fácil, até que após uma hora de Netflix ele pede de novo para usar o computador e recebe um sonoro não. Depois perguntei se na casa da mãe dele havia um computador disponível por 4 horas para ele e quando me disse que não tinha, pedi para ele pensar o quanto estava sendo abusado conosco.
O que estou relatando para vocês é algo que muitos pais nem questionam ou procuram controlar. O número de horas que uma criança ou adolescente fica em contato com as novas mídias pode interferir não só apenas em suas atividades intelectuais e críticas, mas, comprometer o desenvolvimento de seu cérebro diante de tantos estímulos eletrônicos por tantas horas seguidas.
Eu passei a minha infância migrando da TV para o rádio e por muitas madrugadas, levantava para ver TV ou ouvir música na FM 96 enquanto meu pai roncava. Resultou tudo isso numa dificuldade no crescimento, tendo em vista que eu estava sempre acordada na hora do "hormônio do crescimento".
O que fazer então? programar melhor as atividades, oferecer gibis, HQs para os adolescentes, livros e revistas podem ser uma alternativa também. Hoje dei para ele 3 gibis da Turma da Mônica que comprei no Sebo do Irmãozinho por 2,00 cada.
Outra dica é resgatar no fim de semana, um jogo de tabuleiro para entreter toda a família, ou um jogo com bola, ambos podem ajudar a unir mais do que cada um na sua telinha preta.
Confesso que meu terceiro dia não foi fácil com ele, mas também digo que é bom saber que estamos contribuindo para que ele tenha outras experiências na infância e fique pelo menos maior do que eu (risos).
Comentem as dificuldades de vocês e vamos nos fortalecer na importante tarefa de criar seres humanos melhores.

Um cheiro em todos e até loguinho.
Andreia Regina

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